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Tirar férias longas aumenta tempo de vida

Por Editor
In Saúde
setembro 10, 2021
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17 - Férias

Estudo mostra que períodos curtos de descanso estão associados a mais mortes

Relaxe! Tirar férias tende a prolongar a vida. E nada de dividir o descanso em períodos curtos, se você quiser viver mais. Esta é a conclusão de um estudo feito ao longo de 40 anos e apresentado recentemente no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia.

“Não pense que ter um estilo de vida saudável pode compensar o fato de se trabalhar pesado e não tirar férias”, disse o professor Timo Strandberg, da Universidade de Helsinque, na Finlândia. “As férias podem ser uma boa maneira de aliviar o estresse”.

O estudo incluiu 1.222 homens executivos de meia-idade nascidos entre 1919 e 1934, e recrutados no Helsinki Businessmen Study em 1974 e 1975. Os participantes tinham pelo menos um fator de risco para doença cardiovascular (tabagismo, pressão alta, colesterol alto, triglicérides elevados, intolerância à glicose ou excesso de peso).

Os participantes foram separados em um grupo de controle (610 homens) e um grupo de intervenção (612 homens) por cinco anos. O grupo de intervenção recebeu recomendações a cada quatro meses para fazer atividade física, comer alimentação saudável e parar de fumar. Quando os Conselhos de Saúde isoladamente não foram eficazes, os homens do grupo de intervenção também receberam medicamentos para reduzir a pressão arterial e os lipídios (gorduras). Já os homens do grupo de controle receberam Cuidados de Saúde habituais e não foram acompanhados.

O professor Strandberg observou que o controle do estresse não fazia parte da medicina preventiva na década de 1970, mas é agora recomendado para indivíduos com alguma doença cardiovascular ou com risco de desenvolver uma. Além disso, medicamentos mais eficazes estão disponíveis para baixar o colesterol e a pressão sanguínea .

“Nossos dados sugerem que a redução do estresse é parte essencial dos programas que visam reduzir o risco de eventos cardiovasculares em indivíduos de alto risco”, ressaltou Strandberg.

A análise ampliou o acompanhamento dos índices de mortalidade para 40 anos – até 2014 – e examinou dados sobre volume de trabalho, sono e férias. A taxa de mortalidade foi consistentemente maior no grupo de intervenção, quando comparado com o grupo de controle até 2004. Já de 2004 e 2014, as taxas de mortalidade foram iguais em ambos.

Texto: infoglobo  | Foto: divulgação

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