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Luta contra o câncer, histórias reais de superação

Por Funcionarios AWR
In Saúde
fevereiro 10, 2018
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Dia Mundial do Câncer foi comemorado no dia 4

fonte: Governo do Brasil | fotos: arquivo pessoal

A família inteira ficou fragilizada quando Lúcia Maria Magalhães, de 54 anos, chegou em casa com a notícia de que estava com câncer na mama direita. Em outubro de 2014 – um mês após fazer exames que, segundo os médicos, não mostravam nada de grave – a doença começou a se manifestar.
“Comecei a sentir nitiidamente um caroço na minha mama, que começou a crescer, ficou avermelhada e com aspecto de casca de laranja”. Em 19 de dezembro daquele ano, após nova avaliação, as palavras ‘carcinoma inflamatório’ apareceram nos exames e foram traduzidas pela médica: o tratamento devia começar o mais rápido possível.
Daí para a frente, Lúcia enfrentou muita dificuldade, mas a história dela tem um final feliz: hoje, Lúcia está 100% curada do câncer, após fazer tratamento no Hospital de Base, que integra o Sistema Único de Saúde (SUS), em Brasília (DF). Ainda hoje, ela tem muita gratidão pela instituição e pela equipe que a acolheu. “Nunca faltou remédio para mim. Fiz a quimioterapia toda no Hospital de Base e a mastectomia também. Fui muito bem atendida e bem tratada, e isso fez muita diferença”, lembra.
Na primeira vez em que teve câncer, Elaine de Oliveira, hoje com 53 anos, descobriu a doença por acaso, na mama direita. “Em 1998, eu trabalhava no Hospital Santa Lúcia, em Brasília (DF). Eles chamaram voluntários do hospital para fazer teste após a manutenção do mamógrafo. Foi assim que descobri que tinha a doença”, conta. O tratamento e acompanhamento foram feitos no próprio hospital até 2014, quando, em um check-up anual, os médicos identificaram um novo câncer – desta vez, na mama esquerda.
O novo tratamento foi iniciado no Hospital de Base, em Brasília (DF). Lá, Elaine fez a quimioterapia, a cirurgia de mastectomia e esvaziamento axilar e a radioterapia. “Não tenho do que reclamar. Meu tratamento foi extremamente satisfatório. A medicação da quimioterapia é extremamente cara. Se não tivesse conseguido esse tratamento pela Rede Pública, não teria o sucesso que tive. Talvez eu nem estivesse viva”, afirma.

A equipe que atendeu Elaine é ‘fantástica’, segundo a paciente. “Do pessoal da limpeza aos médicos: eles tratam as pessoas com muito carinho, atenção, e tudo isso contribui para uma recuperação satisfatória”, declara. O câncer na mama direita também apresentou remissão e, a cada seis meses, ela faz acompanhamento no Hospital de Base.
O tratamento de Leonildes da Costa, 58 anos, foi no Hospital de Base de Brasília e no Hospital do Câncer, em Anápolis (GO). A descoberta do câncer no reto ocorreu por meio de uma experiência assustadora: um sangramento anal intenso, em 2004, enquanto trabalhava. “O médico me chamou e disse que ia ser honesto comigo, que para eu sobreviver, teria que retirar todo o reto, e que mesmo assim minha chance de sobrevivência era de apenas 14%. Eu disse a ele: ‘pois eu vou entrar para essa estatística. Eu vou estar entre os 14% que sobrevivem’”.
E esteve mesmo. Após 28 sessões de radioterapia e seis de quimioterapia, Leonildes aguardou um mês em casa, antes de retornar ao médico. Quando finalmente voltou ao consultório, o médico que a atendia em Anápolis informou que ela estava 100% curada. “Ele se levantou, me abraçou e disse: ‘muito bem, você estava certa!’”, lembra.
Hoje, ela faz uso de uma bolsa, que serve como auxílio para as atividades fisiológicas e ainda faz acompanhamento a cada cinco anos no Hospital de Base, mas o mais difícil hoje é só uma lembrança. “No início, foi muito difícil, mas a equipe que fez minha cirurgia era muito boa, e isso foi essencial. Eles faziam eu me sentir bem, me tratavam bem… O acolhimento ajuda demais na cura.”

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