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Sedentarismo, desejo por conforto é ‘inconsciente’

Por Funcionarios AWR
In Saúde
outubro 12, 2018
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Cérebro é atraído pelo sedentarismo de maneira natural, mostra estudo

Fazer exercícios causa efeitos positivos sobre a saúde física e mental, prevenindo o corpo de diversas doenças. No entanto, em todo o mundo, 20% dos adultos e 80% dos adolescentes não praticam exercícios com frequência e intensidade adequadas para sua faixa etária. Um estudo feito pelas universidades de British Columbia, no Canadá, e de Genebra, na Suíça, apontam que a maior barreira para sair do sedentarismo pode estar no cérebro.
A hipótese dos pesquisadores foi batizada de “paradoxo do exercício”: apesar dos efeitos positivos da atividade física, o cérebro tem uma atração automática pelo comportamento sedentário. No experimento, foi observada a reação do cérebro de 29 voluntários, entre homens e mulheres, por meio de um eletroencefalograma. Um dos requisitos era que essas pessoas se interessassem por atividade física, ainda que só algumas delas se exercitassem regularmente. Todos foram submetidos a um teste de computador em que controlavam um avatar. Em seguida, surgiam na tela imagens em que uma figura praticava atividades, como andar de bicicleta, seguida por outra em que a figura estava parada, deitada em uma rede, por exemplo.
Os participantes tinham que aproximar o avatar o mais rapidamente possível de imagens que indicavam movimento e afastá-lo das imagens sedentárias, fazendo em seguida os movimentos contrários. Enquanto isso, eletrodos registravam a atividade cerebral. Em geral, os participantes foram mais rápidos em se aproximar das imagens de atividade física e se afastar das sedentárias.

Inércia
As leituras indicaram que se afastar das figuras sedentárias exigia que o cérebro trabalhasse mais, indicando uma diferença entre a intenção da pessoa e o que, inconscientemente, o corpo dela deseja. “Já sabíamos, por estudos anteriores, que as pessoas eram mais rápidas em evitar comportamentos sedentários e buscar comportamentos ativos. A novidade é que nosso estudo demonstra que isso tem um custo, um maior envolvimento de recursos cerebrais. Esses resultados apontam que nosso cérebro é naturalmente atraído pelo sedentarismo”, disse Matthieu Boisgontier, um dos coordenadores do estudo, em entrevista ao site da universidade.
O neurologista André Lima, diretor médico da clínica Neurovida, explica que o nosso corpo dá preferência à sensação de conforto:
“Para nós, é mais cômodo ficarmos parados do que correndo. Buscamos sempre a calmaria, a zona de conforto. Só que isto é uma ilusão. A partir do momento em que conseguimos romper a barreira do sedentarismo, percebemos uma verdadeira sensação de bem-estar com a liberação da endorfina em nosso corpo”.

texto: infoglobo | foto: divulgação

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