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Cuidados com pele, maquiagem e cabelo – Raridade bem-vinda

Por Redação
In Cabelos
abril 27, 2015
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Profissionais de beleza ensinam cuidados específicos para índias

18---Variedades

Cabelos bem escuros, pele morena avermelhada e olhos pequenos e amendoados: esses são alguns dos traços indígenas que encontram-se refletidos na leitora Karina Duarte, moradora do Vidigal.
– Minha bisavó paterna era bugre e foi laçada na mata pelo meu bisavô. E, por parte de mãe, sou descendente de puri – conta ela, referindo-se a distintos grupos indígenas.
No entanto, ela conta que, na infância, nem sempre valorizou sua etnia: eu me sentia muito excluída porque não via o meu tipo de beleza na mídia. Hoje digo que Dira Paes, com a índia Potira (em Irmãos Coragem), foi a minha musa – conta Karina, explicando que o cabelo liso, visto como uma vantagem por muitas mulheres, para descendentes de indígenas, pode ser monótono: – Gosto de usar meu cabelo ondulado às vezes, para sair do liso comum. E, quando o assunto é maquiagem, sempre fui mais básica, porque não consigo me achar bonita com cores fortes.
Diferentemente do que Karina acredita, cores fortes podem, sim, favorecer meninas como ela. Um time de especialistas aponta várias dicas para essa beleza única.

Maquiagem

Marcos Costa (na foto à esquerda) , maquiador oficial da Natura, explica que, antes de tudo, precisa ser feita uma diferenciação entre os índios do país: “no Brasil, temos uma variação de pele índigena: na região Centro-Oeste, há um predomínio do mameluco, isso é, de um tom de pele meio amarelado, já os índios do Norte têm a pele mais escura ou avermelhada. O tipo mameluco é mais comum e está presente também no Sudeste e no Nordeste”. Depois de reconhecer seu tipo de pele, veja na tabela abaixo o tom mais adequado para batons e blushes para você. Outra questão importante é lembrada por Vitor Alperh (na foto à direita), do Jacques e Janine. Segundo ele, descendentes de indígenas devem escolher sempre bases com fundo vermelho ou amarelo, dependendo do seu tom: “hoje elas são bem populares no mercado brasileiro e, caso fique na dúvida, teste o produto na mão, que é a parte do corpo que tem o tom mais parecido com o do rosto”. O profissional ainda afirma que os olhos pequenos e amendoados podem ganhar uma ajudinha: “ao aplicar um lápis de olho branco ou bege na linha d’água, localizada na parte inferior do olho, você conseguirá deixá-los maiores, evidenciando-os na produção”.

Marcos Costa (na foto à esquerda) , maquiador oficial da Natura, explica que, antes de tudo, precisa ser feita uma diferenciação entre os índios do país: “no Brasil, temos uma variação de pele índigena: na região Centro-Oeste, há um predomínio do mameluco, isso é, de um tom de pele meio amarelado, já os índios do Norte têm a pele mais escura ou avermelhada. O tipo mameluco é mais comum e está presente também no Sudeste e no Nordeste”. Depois de reconhecer seu tipo de pele, veja na tabela abaixo o tom mais adequado para batons e blushes para você. Outra questão importante é lembrada por Vitor Alperh (na foto à direita), do Jacques e Janine. Segundo ele, descendentes de indígenas devem escolher sempre bases com fundo vermelho ou amarelo, dependendo do seu tom: “hoje elas são bem populares no mercado brasileiro e, caso fique na dúvida, teste o produto na mão, que é a parte do corpo que tem o tom mais parecido com o do rosto”. O profissional ainda afirma que os olhos pequenos e amendoados podem ganhar uma ajudinha: “ao aplicar um lápis de olho branco ou bege na linha d’água, localizada na parte inferior do olho, você conseguirá deixá-los maiores, evidenciando-os na produção”.

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CABELO

Uma das características de beleza mais admiradas nos índios é o cabelo: quem nunca sonhou em ter um cabelo longo e negro como o da Pocahontas? De acordo com Daniele Nascimento, consultora técnica da Embelleze, o tom escuro é garantido pela presença da eumelanina, classe da proteína que dá cor ao cabelo: “quanto maior a quantidade de eumelanina, mais escuro será o cabelo. Quanto mais quantidade de feomelanina, mais claro ele será”.      A grande quantidade desse tipo de proteína também justifica o fato de os indígenas e seus descendentes terem fios brancos mais tardiamente. Daniele faz questão de ressaltar que, caso descendentes de índios queiram clarear o cabelo, é preciso tempo: “quanto mais escuro, maior o tempo para descolori-lo, já que primeiro a descoloração revelará o fundo de clareamento avermelhado; em seguida, o acobreado; para, enfim, o amarelado. Para isso, talvez seja necessário até mais de uma descoloração. É importantíssimo conversar com um especialista e respeitar a integridade do fio durante o procedimento. Caso a descoloração não seja feita adequadamente, pode ocasionar rompimento, quebra e sensibilização”.   Como os fios longos também são marcas da origem indígena, Vitor Alperh, do Salão Jacques e Janine, explica que eles exigem cuidados especiais: “quanto maior o fio, maior o cuidado. Um cabelo longo, com certeza, sofre mais danos, principalmente nas pontas. Por isso, o ideal é sempre manter o corte, cortando de três em três meses, no máximo, e tirar as pontas que estejam ressecadas”. E, por que não fugir da tradição? “Diminuir o comprimento é uma boa opção para dar mais vida ao cabelo, deixá-lo na altura do ombro ou um pouquinho abaixo. Ou ainda fazer um corte com movimento, mais repicado”, sugere o profissional.

Uma das características de beleza mais admiradas nos índios é o cabelo: quem nunca sonhou em ter um cabelo longo e negro como o da Pocahontas? De acordo com Daniele Nascimento, consultora técnica da Embelleze, o tom escuro é garantido pela presença da eumelanina, classe da proteína que dá cor ao cabelo: “quanto maior a quantidade de eumelanina, mais escuro será o cabelo. Quanto mais quantidade de feomelanina, mais claro ele será”. A grande quantidade desse tipo de proteína também justifica o fato de os indígenas e seus descendentes terem fios brancos mais tardiamente. Daniele faz questão de ressaltar que, caso descendentes de índios queiram clarear o cabelo, é preciso tempo: “quanto mais escuro, maior o tempo para descolori-lo, já que primeiro a descoloração revelará o fundo de clareamento avermelhado; em seguida, o acobreado; para, enfim, o amarelado. Para isso, talvez seja necessário até mais de uma descoloração. É importantíssimo conversar com um especialista e respeitar a integridade do fio durante o procedimento. Caso a descoloração não seja feita adequadamente, pode ocasionar rompimento, quebra e sensibilização”.
Como os fios longos também são marcas da origem indígena, Vitor Alperh, do Salão Jacques e Janine, explica que eles exigem cuidados especiais: “quanto maior o fio, maior o cuidado. Um cabelo longo, com certeza, sofre mais danos, principalmente nas pontas. Por isso, o ideal é sempre manter o corte, cortando de três em três meses, no máximo, e tirar as pontas que estejam ressecadas”. E, por que não fugir da tradição? “Diminuir o comprimento é uma boa opção para dar mais vida ao cabelo, deixá-lo na altura do ombro ou um pouquinho abaixo. Ou ainda fazer um corte com movimento, mais repicado”, sugere o profissional.

 

PELE

 Uma das características mais marcantes da pele indígena é a ausência de pelos, destaca a dermatologista Fabiola Bordin, da Clínica Dermais. A médica explica, no entanto, que essa característica não traz prejuízos à pele.   “Isso aconteceu em função de uma adaptação biológica: os pelos têm a função de reter o calor. Como os índios moravam em regiões quentes e úmidas, não havia uma necessidade de o corpo reter esse calor do ambiente, o que tornou seus pelos escassos. Isso vai passando de geração em geração”.   Ter uma pele mais resistente, com menos tendência a estrias, por exemplo, também é uma herança da floresta, segundo a médica: “realmente é mais raro descendentes de indígenas terem estrias ou flacidez,  porque no passado, quando a maioria dos índios vivia na floresta, a pele ficava muito exposta ao sol, à chuva e ao frio. Assim, ela se tornou mais resistente e isso foi transmitido aos descendentes”.    Essa exposição em excesso deixou também o tecido mais espesso, o que acarretou uma maior tendência a ressecamento. “Para isso, é recomendável sempre aplicar um creme três minutos após o banho, quando os poros ainda estão abertos, preferencialmente à base de ureia ou lactato de amônia, que seja realmente suficiente para hidratar de acordo com o grau de ressecamento da pele indígena”.


Uma das características mais marcantes da pele indígena é a ausência de pelos, destaca a dermatologista Fabiola Bordin, da Clínica Dermais. A médica explica, no entanto, que essa característica não traz prejuízos à pele.
“Isso aconteceu em função de uma adaptação biológica: os pelos têm a função de reter o calor. Como os índios moravam em regiões quentes e úmidas, não havia uma necessidade de o corpo reter esse calor do ambiente, o que tornou seus pelos escassos. Isso vai passando de geração em geração”.
Ter uma pele mais resistente, com menos tendência a estrias, por exemplo, também é uma herança da floresta, segundo a médica: “realmente é mais raro descendentes de indígenas terem estrias ou flacidez, porque no passado, quando a maioria dos índios vivia na floresta, a pele ficava muito exposta ao sol, à chuva e ao frio. Assim, ela se tornou mais resistente e isso foi transmitido aos descendentes”.
Essa exposição em excesso deixou também o tecido mais espesso, o que acarretou uma maior tendência a ressecamento. “Para isso, é recomendável sempre aplicar um creme três minutos após o banho, quando os poros ainda estão abertos, preferencialmente à base de ureia ou lactato de amônia, que seja realmente suficiente para hidratar de acordo com o grau de ressecamento da pele indígena”.

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