Indaiatuba sofre com temporal e, depois, com suas consequências

A chuva que caiu em Indaiatuba nessa última quinta-feira (dia 28), deixou um rastro de destruição e medo por toda a cidade. O temporal, com um grande volume de água e fortes ventos, começou por volta das 19h00 e perdurou por quase uma hora. Os alagamentos foram uma constante, atrapalhando muito a vida do cidadão indaiatubano, desde a região mais central – o caso da rotatória do Objetivo/Sumerbol – até regiões mais distantes como o Itaici.

Reprodução Internet


No bairro Bela Vista, o grande volume de chuva, foi responsável pela queda de um moro do condomínio residencial Plaza Bela Vista. Felizmente, de acordo com as informações do síndico do imóvel, ninguém ficou ferido e o prejuízo material dos moradores foi mínimo – nenhum veículo foi avariado (exceção a uma moto e duas bicicletas).
Situação semelhante viveu o Indaiatuba Clube, na região central. Parte de um moro desmoronou, inclusive atingido um carro estacionado.
Em outras regiões da cidade, os relatos são ruas se transformando em rios e carros enfrentando a enxurrada.

Quantidade
Até o fechamento desta edição, não encontramos um valor oficial e definitivo da quantidade de chuva (em mm) que caiu em Indaiatuba na noite de quarta-feira, 28 de janeiro de 2026. Algumas fontes de previsão mostravam possibilidade de chuva com volumes estimados ao longo do dia inteiro (não apenas à noite) em torno de cerca de 20 mm de precipitação. Aparentemente, pela sensação, após o temporal, choveu bem mais do que isso.

Impacto
Quando a previsão aponta 20 milímetros de chuva, isso significa que, ao final da precipitação, a água acumulada sobre uma superfície plana atingiria 2 centímetros de altura, o equivalente a 20 litros por metro quadrado.
Essa quantidade é capaz de molhar o solo rapidamente e elevar o nível de córregos e rios menores.
Em áreas urbanas, esse volume pode provocar pontos de alagamento, sobretudo onde há drenagem deficiente. Em um curto espaço de tempo, porém, esse volume pode causar enxurradas.
Telhados, calhas e galerias pluviais passam a trabalhar no limite.
O trânsito tende a ficar mais lento, com maior risco de acidentes.
Defesas civis costumam entrar em estado de atenção quando a chuva se concentra em poucas horas.
Por isso, o impacto dos 20 mm depende menos do número em si
e mais da velocidade e da duração com que a chuva cai.