Professor demitido por assédio sexual

Um professor em Indaiatuba, funcionário público na FATEC Dr. Archimedes Lammoglia, foi demitido por justa causa após ser acusado de importunação sexual. O assédio ocorreu durante uma foto da turma de 2024. O fato ocorreu na própria Faculdade de Tecnologia.
De acordo com as informações disponíveis sobre o caso, ele posava ao lado de uma aluna quando começou a toca-la de forma inapropriada.

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B.O.
Um boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia da Mulher pela vítima e o professor teve seu afastamento temporário determinado. Porém, devido à sua estabilidade como servidor público efetivo, ele foi reintegrado rapidamente ao quadro docente da instituição.
De volta à faculdade, a estratégia de defesa do professor foi solicitar declarações de alunos que o consideravam uma boa pessoa. Além disso. ele alegou que as acusações eram inverídicas e que sofria então perseguição.
Após um rigoroso processo administrativo, as acusações de assédio foram confirmadas e o professor foi demitido por justa causa.
O Diário Oficial de São Paulo publicou a decisão, mantendo a rescisão do contrato por justa causa, uma vez que não foram apresentados novos elementos que justificassem a revisão da pena.

Casos
Casos de importunação e assédio sexual em instituições de ensino superior seguem subnotificados no Brasil, e a rede pública paulista não foge à regra. No caso das FATECs, não há um levantamento público consolidado.
A ausência de transparência contrasta com dados de outras universidades públicas paulistas. Levantamento da CNN Brasil aponta que USP, Unesp e Unicamp registraram ao menos 24 denúncias de assédio sexual contra professores nos últimos sete anos.