{"id":7673,"date":"2016-05-02T13:15:33","date_gmt":"2016-05-02T13:15:33","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/?p=7673"},"modified":"2016-05-02T13:15:33","modified_gmt":"2016-05-02T13:15:33","slug":"motoristas-ainda-resistem-a-lei-seca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/motoristas-ainda-resistem-a-lei-seca\/","title":{"rendered":"Motoristas ainda resistem a Lei Seca"},"content":{"rendered":"<h3>Por falta de fiscaliza\u00e7\u00e3o, popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o adotou o h\u00e1bito<\/h3>\n<figure id=\"attachment_7674\" aria-describedby=\"caption-attachment-7674\" style=\"width: 900px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/08-Lei-Seca.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-7674\" src=\"http:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/08-Lei-Seca.jpg\" alt=\"A embriaguez ao volante foi respons\u00e1vel pela morte de 479 pessoas nas rodovias federais no ano passado, quase mesmo n\u00famero de 2012 texto: Sabrina Craide - Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil  |  fotos; divulga\u00e7\u00e3o\" width=\"900\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/08-Lei-Seca.jpg 900w, https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/08-Lei-Seca-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-7674\" class=\"wp-caption-text\">A embriaguez ao volante foi respons\u00e1vel pela morte de 479 pessoas nas rodovias federais no ano passado, quase mesmo n\u00famero de 2012<br \/>texto: Sabrina Craide &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil | fotos; divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>A embriaguez ao volante foi respons\u00e1vel pela morte de 479 pessoas nas rodovias federais no ano passado. O n\u00famero \u00e9 praticamente o mesmo de 2012 \u2013 ano em que as penas para quem dirige depois de ingerir bebidas alco\u00f3licas se tornaram mais r\u00edgidas \u2013 quando 485 pessoas morreram em acidentes nas estradas fiscalizadas pela Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal (PRF) por influ\u00eancia do \u00e1lcool. No mesmo per\u00edodo, o n\u00famero de acidentes ocorridos por causa da ingest\u00e3o de bebidas caiu de 7.594 para 6.738, uma redu\u00e7\u00e3o de 11%.<br \/>\nNa avalia\u00e7\u00e3o de especialistas, apesar de a Lei Seca prever multas, perda da habilita\u00e7\u00e3o e deten\u00e7\u00e3o para quem \u00e9 flagrado dirigindo sob efeito de \u00e1lcool, o comportamento dos motoristas mudou pouco nos \u00faltimos anos.<br \/>\nA Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Medicina de Tr\u00e1fego (Abramet), que ajudou na elabora\u00e7\u00e3o da Lei Seca, estima que 54% dos motoristas brasileiros fazem uso de \u00e1lcool antes de pegar o volante. J\u00e1 a Pesquisa Nacional de Sa\u00fade, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), indica que 24,3% dos motoristas afirmam que assumem a dire\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo ap\u00f3s ter consumido bebida<br \/>\nalco\u00f3lica.<br \/>\nO diretor da Abramet, Dirceu Rodrigues Alves Junior, culpa a falta de fiscaliza\u00e7\u00e3o pela demora na mudan\u00e7a dos h\u00e1bitos dos condutores. \u201cPor falta de fiscaliza\u00e7\u00e3o, a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o adotou a regra de n\u00e3o beber ao dirigir. S\u00e3o poucos aqueles que assumiram essa condi\u00e7\u00e3o, pouqu\u00edssimos s\u00e3o aqueles que n\u00e3o usam a bebida alco\u00f3lica na dire\u00e7\u00e3o veicular\u201d, diz.<br \/>\nPara ele, as barreiras policiais s\u00e3o feitas em poucas cidades e restritas a locais espec\u00edficos, como a Vila Madalena, em S\u00e3o Paulo, e a Zona Sul do Rio de Janeiro, deixando de lado o interior e as periferias onde o uso de \u00e1lcool tamb\u00e9m \u00e9 uma realidade. O diretor da Abramet considera a legisla\u00e7\u00e3o excelente, mas critica a aplica\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o houve mudan\u00e7a comportamental por falta de campanhas incisivas, continuadas, que se iniciem e n\u00e3o tenham fim. Para que a gente possa conscientizar as pessoas com rela\u00e7\u00e3o a esse risco\u201d, avalia.<\/p>\n<p>efeitos do \u00e1lcool<br \/>\nAl\u00e9m de alterar os reflexos do condutor, o consumo de \u00e1lcool afeta a sobreviv\u00eancia dos envolvidos em um acidente de tr\u00e2nsito. Segundo a Abramet, o \u00e1lcool reduz a capacidade de percep\u00e7\u00e3o da velocidade e dos obst\u00e1culos, diminui a habilidade de controlar o ve\u00edculo, manter a trajet\u00f3ria e realizar curvas.<br \/>\n\u201cN\u00f3s gostar\u00edamos que as pessoas n\u00e3o associassem a dire\u00e7\u00e3o de ve\u00edculo automotor, seja autom\u00f3vel, caminh\u00f5es, \u00f4nibus, motocicletas, com o uso de \u00e1lcool. Esse seria o nosso sonho. Para chegarmos nisso, vai depender de um tempo ainda e de investimentos em educa\u00e7\u00e3o\u201d, avalia o psiquiatra Arthur Guerra, diretor do Centro e Informa\u00e7\u00e3o sobre Sa\u00fade e \u00c1lcool (Cisa). Para ele, j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel notar uma mudan\u00e7a no comportamento dos motoristas, mas ela ainda \u00e9 lenta. \u201cAinda n\u00e3o \u00e9 a mudan\u00e7a que<br \/>\ngostar\u00edamos.\u201d<br \/>\nSegundo a Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal, cerca de 8% dos acidentes com mortes nas estradas federais ocorrem por ingest\u00e3o de \u00e1lcool. \u201cN\u00e3o h\u00e1 o que se comemorar. O n\u00famero [de mortes] ainda \u00e9 muito grande considerando a publicidade e a import\u00e2ncia dadas ao tema. Poder\u00edamos ter avan\u00e7ado mais\u201d, avalia o assessor nacional de comunica\u00e7\u00e3o da PRF, Diego Brand\u00e3o.<\/p>\n<p>Mudan\u00e7a gradual<br \/>\nPara o delegado de Pol\u00edcia Civil e professor de direito penal Marcelo Zago, do Centro Universit\u00e1rio Iesb, em Bras\u00edlia, a mudan\u00e7a de h\u00e1bitos no tr\u00e2nsito \u00e9 um processo gradativo. Ele lembra que, h\u00e1 alguns anos, quase ningu\u00e9m usava o cinto de seguran\u00e7a e as crian\u00e7as andavam soltas no banco de tr\u00e1s dos carros, coisas que hoje s\u00e3o praticamente<br \/>\ninimagin\u00e1veis.<br \/>\nSegundo ele, a mesma l\u00f3gica pode ser usada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 conscientiza\u00e7\u00e3o dos motoristas sobre a combina\u00e7\u00e3o de \u00e1lcool e dire\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\u201cEssa mudan\u00e7a \u00e9 gradativa, acredito que est\u00e1 havendo uma mudan\u00e7a sim. E, apesar do aumento do n\u00famero da frota, o n\u00famero de acidentes vem se mantendo constante ou at\u00e9 caindo\u201d, justifica.<br \/>\nDesde 2012, a frota de ve\u00edculos do pa\u00eds cresceu quase 20%, passando de 76,1 milh\u00f5es para 91,1 milh\u00f5es, segundo dados do Departamento Nacional de Tr\u00e2nsito (Denatran). O n\u00famero total de acidentes nas estradas federais caiu de 184.562 em 2012 para 122.005 no ano passado, uma redu\u00e7\u00e3o de 33%. No mesmo per\u00edodo, o n\u00famero de mortes reduziu de 8.663 para 6.859, uma queda de 20%, segundo dados da Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por falta de fiscaliza\u00e7\u00e3o, popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o adotou o h\u00e1bito A embriaguez ao volante foi respons\u00e1vel pela morte de 479 pessoas<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":7674,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1648],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7673"}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7673"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7673\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7675,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7673\/revisions\/7675"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7674"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7673"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7673"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7673"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}