{"id":5060,"date":"2015-10-05T11:56:12","date_gmt":"2015-10-05T11:56:12","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/?p=5060"},"modified":"2015-10-05T11:56:12","modified_gmt":"2015-10-05T11:56:12","slug":"fertilizacao-depois-dos-50","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/fertilizacao-depois-dos-50\/","title":{"rendered":"Fertiliza\u00e7\u00e3o depois dos 50"},"content":{"rendered":"<h3>Conselho libera reprodu\u00e7\u00e3o\u00a0assistida a mulheres mais velhas<\/h3>\n<figure id=\"attachment_5061\" aria-describedby=\"caption-attachment-5061\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/18-Gr\u00e1vida.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-5061\" src=\"http:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/18-Gr\u00e1vida.jpg\" alt=\"fotos: divulga\u00e7\u00e3o\" width=\"400\" height=\"288\" srcset=\"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/18-Gr\u00e1vida.jpg 400w, https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/18-Gr\u00e1vida-300x216.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-5061\" class=\"wp-caption-text\">fotos: divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>Mulheres com mais de 50 anos que desejam engravidar ter\u00e3o menos restri\u00e7\u00f5es para recorrer \u00e0s t\u00e9cnicas de reprodu\u00e7\u00e3o assistida. Agora, elas n\u00e3o precisar\u00e3o mais de autoriza\u00e7\u00e3o dos conselhos Regionais de Medicina (CRMs) para ter acesso ao tratamento: bastar\u00e1 que a paciente e o m\u00e9dico que a acompanha assumam os riscos de uma gravidez tardia. A nova regra faz parte de uma resolu\u00e7\u00e3o do Conselho Federal de Medicina (CFM), que tamb\u00e9m prev\u00ea que l\u00e9sbicas possam ter gesta\u00e7\u00e3o compartilhada, com uma recebendo o \u00f3vulo da outra.<br \/>\nO CFM continua defendendo que mulheres acima dos 50 anos n\u00e3o recorram \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o assistida, por estarem mais sujeitas a riscos como hipertens\u00e3o, diabetes e prematuridade &#8211; h\u00e1 60% a mais de chance de o beb\u00ea nascer antes da hora pesando menos de um quilo. Mas, agora, a entidade entende que, ap\u00f3s consulta m\u00e9dica com esclarecimentos sobre os perigos de uma gesta\u00e7\u00e3o nessa idade, elas possam engravidar. Segundo o coordenador da C\u00e2mara T\u00e9cnica de Ginecologia e Obstetr\u00edcia do CFM, Hiran Gallo, houve muitas solicita\u00e7\u00f5es para que mulheres acima dos 50 anos pudessem engravidar: \u201ccom a nova resolu\u00e7\u00e3o, colocamos a responsabilidade n\u00e3o s\u00f3 no m\u00e9dico, mas tamb\u00e9m na pr\u00f3pria m\u00e3e. N\u00f3s preservamos a autonomia da mulher. N\u00f3s n\u00e3o tiramos, mas continuamos alertando que h\u00e1 um risco muito grande\u201d.<br \/>\nA representante comercial Lilian Seldin, que engravidou em 2009, aos 53 anos, comemorou. Moradora do Rio de Janeiro, ela acredita que n\u00e3o deve haver restri\u00e7\u00f5es em texto legal \u00e0 idade da mulher, uma vez que cabe ao m\u00e9dico e \u00e0 paciente decidirem se ela tem condi\u00e7\u00f5es de engravidar. A resolu\u00e7\u00e3o do CFM vigente na \u00e9poca n\u00e3o tinha esse tipo de limita\u00e7\u00e3o (que vigorava desde 2013), por isso ela p\u00f4de recorrer \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o assistida sem problemas. Segundo Lilian, foi usado um \u00f3vulo pr\u00f3prio e o esperma de doador.<br \/>\n\u201cNa verdade, n\u00e3o deveria ter lei nenhuma para isso. Quem tem que resolver isso \u00e9 meu m\u00e9dico. Os m\u00e9dicos que fazem reprodu\u00e7\u00e3o assistida s\u00e3o pessoas que estudaram, t\u00eam responsabilidade para definir se a mulher pode engravidar\u201d, conta Lilian, m\u00e3e de um menino de 5 anos: \u201c\u00e9 claro que n\u00e3o vai fazer reprodu\u00e7\u00e3o assistida em uma pessoa de 90 anos. Mas,<br \/>\naos 50 anos, somos todos jovens hoje\u201d.<\/p>\n<p>o que diz a norma<\/p>\n<p>doa\u00e7\u00e3o de gametas: O texto diz que s\u00f3 homens podem doar c\u00e9lulas sexuais. Assim, um espermatozoide de um doador pode ser usado na fecunda\u00e7\u00e3o de um casal. Mas os \u00f3vulos de uma mulher s\u00f3 podem ser usados por ela, por sua parceira ou quando doadora e receptora t\u00eam problemas de reprodu\u00e7\u00e3o. Uma mulher pode doar \u00f3vulos para outra que n\u00e3o mais os produz em troca do custeio de parte do tratamento.<br \/>\nsele\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica: Foi mantida a norma que permite a sele\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica dos embri\u00f5es antes da implanta\u00e7\u00e3o no \u00fatero, para detectar problemas graves de sa\u00fade ou para gerar crian\u00e7as cujo cord\u00e3o umbilical tenha c\u00e9lulas-tronco que sirvam ao tratamento de um irm\u00e3o doente. Continuam proibidas a gera\u00e7\u00e3o de beb\u00eas para a doa\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os e a escolha do sexo da crian\u00e7a, exceto quando isso tem rela\u00e7\u00e3o com alguma doen\u00e7a.<br \/>\ncongelamento: A resolu\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m manteve o prazo de cinco anos para o congelamento de embri\u00f5es antes do descarte. E explicitou que os embri\u00f5es n\u00e3o usados n\u00e3o precisam ser utilizados obrigatoriamente em pesquisas de c\u00e9lulas-tronco.<br \/>\n\u00fatero de substitui\u00e7\u00e3o: O novo texto substitui o termo \u2018contrato\u2019 por \u2018termo de compromisso\u2019 entre mulheres que oferecem o \u00fatero como \u2018barriga de aluguel\u2019 e a dona do \u00f3vulo que gerou o embri\u00e3o. As duas devem ter grau de parentesco de at\u00e9 quarto grau (m\u00e3e, irm\u00e3, tia ou prima).<br \/>\ncasais homossexuais: Al\u00e9m de refor\u00e7ar as garantias anteriores, a resolu\u00e7\u00e3o diz que casais de l\u00e9sbicas sem infertilidade podem ter gesta\u00e7\u00e3o compartilhada (a partir do \u00f3vulo da parceira).<\/p>\n<figure id=\"attachment_5062\" aria-describedby=\"caption-attachment-5062\" style=\"width: 752px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/20-Gravidez.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-5062\" src=\"http:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/20-Gravidez.jpg\" alt=\"Fertiliza\u00e7\u00e3o in vitro: os riscos s\u00e3o assumidos por paciente e m\u00e9dico\" width=\"752\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/20-Gravidez.jpg 752w, https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/20-Gravidez-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 752px) 100vw, 752px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-5062\" class=\"wp-caption-text\">Fertiliza\u00e7\u00e3o in vitro: os riscos s\u00e3o assumidos por paciente e m\u00e9dico<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conselho libera reprodu\u00e7\u00e3o\u00a0assistida a mulheres mais velhas Mulheres com mais de 50 anos que desejam engravidar ter\u00e3o menos restri\u00e7\u00f5es para<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5061,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[5],"tags":[1086,1087],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5060"}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5060"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5060\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5063,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5060\/revisions\/5063"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5061"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5060"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5060"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5060"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}