{"id":25130,"date":"2019-11-08T19:23:08","date_gmt":"2019-11-08T19:23:08","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/?p=25130"},"modified":"2019-11-08T19:23:08","modified_gmt":"2019-11-08T19:23:08","slug":"mais-de-13-mil-mulheres-foram-atendidas-no-programa-de-rastreamento-do-dna-do-hpv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/mais-de-13-mil-mulheres-foram-atendidas-no-programa-de-rastreamento-do-dna-do-hpv\/","title":{"rendered":"Mais de 13 mil mulheres foram atendidas no Programa de Rastreamento do DNA do HPV"},"content":{"rendered":"<h3><a href=\"http:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/testehpv.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone  wp-image-25131\" src=\"http:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/testehpv-1024x683.jpg\" alt=\"testehpv\" width=\"701\" height=\"455\" \/><\/a><\/h3>\n<h3><strong>Exame permite que Indaiatuba seja pioneira no pa\u00eds na detec\u00e7\u00e3o do HPV<\/strong><\/h3>\n<h6><em>Foto\u00a0Arquivo RIC\/PMI<\/em><\/h6>\n<p>O Programa Indaiatubano de Rastreamento do C\u00e2ncer de Colo de \u00datero com teste de HPV desenvolvido em parceria com a Universidade de Campinas (Unicamp) e a Roche Diagn\u00f3stica completou dois anos de implanta\u00e7\u00e3o e j\u00e1 alcan\u00e7ou 13.500 mulheres, passando da meta estabelecida de 5 mil exames por ano. O exame permite que Indaiatuba seja pioneira no pa\u00eds na detec\u00e7\u00e3o do v\u00edrus HPV, causador desse tipo de c\u00e2ncer, antes mesmo que a mulher desenvolva a doen\u00e7a.<br \/>\nAo detectar o v\u00edrus antes que ele comece a causar les\u00f5es no \u00f3rg\u00e3o, o exame proporciona uma importante redu\u00e7\u00e3o nos casos de c\u00e2ncer de colo de \u00fatero e, desta forma, Indaiatuba se tornar\u00e1 uma refer\u00eancia para todo o Brasil, inclusive para o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, que futuramente pode adotar o procedimento na Rede de Aten\u00e7\u00e3o \u00e0 Sa\u00fade da Mulher.<br \/>\nA idade indicada para o procedimento \u00e9 entre 25 e 64 anos, e a popula\u00e7\u00e3o alvo do rastreio de Indaiatuba \u00e9 de 55.843 mulheres. At\u00e9 setembro de 2019 foram feitos 13,5 mil \u00a0exames, desse montante,\u00a087%\u00a0retornaram com resultado negativo; 3,3%\u00a0afirmou positivo para HPV16 e\/ou\u00a0para HPV18 e encaminhadas para colposcopia, que \u00e9 um procedimento m\u00e9dico para avaliar o colo do \u00fatero e os tecidos da vagina e vulva por via de um instrumento que amplia e ilumina estas estruturas. Outros 2,7% tiveram teste positivo para outros 12HPV com altera\u00e7\u00f5es na citologia e tamb\u00e9m foram encaminhadas\u00a0para colposcopia.<br \/>\nAs colposcopias\u00a0triadas por testes de HPV+\u00a0foram positivas em 72% dos casos, 34% para teste de HPV16+, 30% HPV18+ e 22% para outros\u00a012\u00a0HR-HPV+ e resultaram em bi\u00f3psias do colo. Cerca de\u00a050% das bi\u00f3psias por qualquer\u00a0dos testes positivos\u00a0resultaram em NIC2 ou pior. No geral, houve 26% de NIC2, 22% de NIC3 e dois casos de C\u00e2ncer microinvasor, ou seja, mulheres que apresentavam les\u00f5es de risco para c\u00e2ncer no futuro se n\u00e3o houvesse a interven\u00e7\u00e3o do programa.<br \/>\nDe acordo com o m\u00e9dico Dr. J\u00falio Teixeira, que \u00e9 diretor da Oncologia do Hospital da Mulher (Caism-Unicamp) o c\u00e2ncer do colo de \u00fatero \u00e9 100% trat\u00e1vel se identificado em fase inicial, no entanto a mortalidade por esse tipo de c\u00e2ncer ainda \u00e9 alta. No Brasil h\u00e1 uma morte a cada 90 minutos em mulheres na faixa dos 45 anos (6,5 mil mortes em 2018). \u201cNo SUS h\u00e1 diretrizes atualizadas com citologias anuais pagas que cobrem 80% da demanda, no entanto, a real cobertura de exames de Papanicolau cobre 30% das mulheres com indica\u00e7\u00e3o para o exame. \u00c9 evidente que precisa de uma mudan\u00e7a para diminuir a mortalidade\u201d, explica e continua, \u201cdessa forma elencamos os pr\u00e9-requisitos para mudar esse cen\u00e1rio, que s\u00e3o: organizar o rastreio; registro populacional; evitar o excesso de testes; mudan\u00e7a de comportamento e atingir a cobertura real de mais de 80%. Dentro disso, era preciso encontrar uma cidade com maior registro de cart\u00e3o SUS; melhor desenvolvimento da Rede B\u00e1sica; sistema de informa\u00e7\u00e3o implantado e registro da popula\u00e7\u00e3o e, assim, que encontramos Indaiatuba\u201d, conta Dr. Teixeira.<br \/>\nO estudo \u00e9 coordenado pelos m\u00e9dicos ginecologistas e pesquisadores da Unicamp, Dr. Luiz Carlos Zeferino e Dr. J\u00falio C\u00e9sar Teixeira. Eles elaboraram o projeto h\u00e1 alguns anos e encontraram na Roche Diagn\u00f3stica um apoiador que permitiu a implanta\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o. A empresa disponibilizou equipamentos automatizados, insumos e recursos para aprimorar o sistema de rastreamento e possibilitar a avalia\u00e7\u00e3o da viabilidade econ\u00f4mica da implementa\u00e7\u00e3o deste tipo de rastreio no Sistema \u00danico de Sa\u00fade.<\/p>\n<p><em><strong>VACINA\u00c7\u00c3O\u00a0CONTRA HPV<\/strong><\/em><br \/>\nA a\u00e7\u00e3o faz parte integrante do Preventivo (Programa Indaiatubano de Rastreamento do C\u00e2ncer de Colo de \u00datero com teste de HPV), implantado por meio da parceria entre as Secretarias de Sa\u00fade e Educa\u00e7\u00e3o e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O objetivo foi vacinar meninos e meninas da faixa et\u00e1ria entre 9 e 10 anos. A intensifica\u00e7\u00e3o foi realizada na sa\u00edda das aulas das escolas municipais, organizada pelas Unidades de Sa\u00fade. A cobertura vacinal para essa faixa et\u00e1ria atingiu 70% este ano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Exame permite que Indaiatuba seja pioneira no pa\u00eds na detec\u00e7\u00e3o do HPV Foto\u00a0Arquivo RIC\/PMI O Programa Indaiatubano de Rastreamento do<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":25131,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[5018,4061],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25130"}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25130"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25130\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25132,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25130\/revisions\/25132"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25131"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25130"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25130"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25130"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}