{"id":16876,"date":"2017-12-11T10:13:57","date_gmt":"2017-12-11T10:13:57","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/?p=16876"},"modified":"2017-12-11T12:21:14","modified_gmt":"2017-12-11T12:21:14","slug":"sonho-austral-de-navio-por-um-cenario-inesquecivel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/sonho-austral-de-navio-por-um-cenario-inesquecivel\/","title":{"rendered":"Sonho Austral &#8211; De navio por um cen\u00e1rio inesquec\u00edvel"},"content":{"rendered":"<h3><a href=\"http:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/28-Ant\u00e1rtida.jpeg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-16843 size-full\" src=\"http:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/28-Ant\u00e1rtida.jpeg\" alt=\"\" width=\"900\" height=\"601\" srcset=\"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/28-Ant\u00e1rtida.jpeg 900w, https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/28-Ant\u00e1rtida-300x200.jpeg 300w, https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/28-Ant\u00e1rtida-768x513.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/a><\/h3>\n<h3>Embarque em um cruzeiro tur\u00edstico rumo \u00e0 Ant\u00e1rtida<\/h3>\n<h6><em>texto: Por Felipe Mortara, especial para O Estado | fotos: divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/h6>\n<p>Quase onze da noite e, atipicamente, eu j\u00e1 dormia. O princ\u00edpio de um sono bom, quentinho e pesado na cabine 342 foi interrompido pelo aviso sonoro. Naquele momento, o navio Hebridean Sky cruzava o Estreito de Gerlache, na Pen\u00ednsula Ant\u00e1rtica. \u201cA essa hora s\u00f3 pode ser not\u00edcia ruim\u201d, pensei. Sem abrir os olhos nem me mexer, esperei a convoca\u00e7\u00e3o para uma evacua\u00e7\u00e3o \u00e0s pressas. Precedida por um pedido de desculpas do chefe da expedi\u00e7\u00e3o, Brandon Harvey, a mensagem veio clara pelo alto-falante: \u201csenhoras e senhores, temos orcas ao redor do navio. Muitas delas\u201d. Seria um sonho?<br \/>\nPor breves segundos fiquei dividido entre o calor do edredom, o frio obsceno l\u00e1 fora e o risco de perder tempo me vestindo com v\u00e1rias camadas e n\u00e3o ver nada. Afinal, bichos v\u00eam e v\u00e3o. Bocejos. Por fim, virei um boneco recheado de casacos, luvas e pregui\u00e7a. Segui no corredor, subi a escada, entrei no deque 4. Abri a porta. Logo ali, a primeira e enorme nadadeira dorsal preta rasgando as \u00e1guas, em meio a blocos de gelo de todos os tamanhos. \u00caxtase n\u00e3o define.<br \/>\nEste foi apenas um dos incont\u00e1veis momentos dignos de lembran\u00e7a eterna durante as quase tr\u00eas semanas de uma jornada \u2018diferentona\u2019, rumo ao Continente Ant\u00e1rtico. Mas h\u00e1 cada vez mais viajantes dispostos a investir alto para experimentar sem intermedi\u00e1rios um dos destinos mais gelados, in\u00f3spitos e \u00fanicos da Terra.<br \/>\nDe acordo com a Associa\u00e7\u00e3o Internacional dos Operadores de Turismo Ant\u00e1rticos (Iaato, na sigla em ingl\u00eas), mais de 44 mil cruzeiristas, a bordo de 53 embarca\u00e7\u00f5es, visitaram o continente na temporada passada contra 38 mil na anterior (2015-2016). Um contingente consider\u00e1vel para um peda\u00e7o de planeta ocupado por 98% de gelo, e onde at\u00e9 duas d\u00e9cadas atr\u00e1s pisavam apenas cientistas e velejadores aventureiros.<\/p>\n<p><strong>VIDA A BORDO<\/strong><br \/>\n<em>Conforto, aulas e clima de expedi\u00e7\u00e3o no Brasil<\/em><br \/>\nBastam algumas horas de vento forte e mar bravio na travessia do Mar de Drake para entender porque muitos consideram essa atividade n\u00e3o um \u2018cruzeiro\u2019, mas uma \u2018expedi\u00e7\u00e3o\u2019. Mas as condi\u00e7\u00f5es extremas l\u00e1 de fora n\u00e3o significam perrengue dentro do navio Hebridean Sky. Operado pela Polar Latitudes, empresa norte-americana fundada em 2010, a embarca\u00e7\u00e3o de 90 metros de comprimento e capacidade para at\u00e9 114 passageiros e 75 tripulantes d\u00e1 conta de ser um hotel cinco-estrelas flutuando por \u00e1guas congelantes.<br \/>\nConfort\u00e1veis, por\u00e9m sem extravag\u00e2ncias, todas as cabines t\u00eam janela. Mesmo com a \u00e1gua dessalinizada, o chuveiro \u00e9 bom. A comida se destaca, com farto caf\u00e9 da manh\u00e3 e buf\u00ea no almo\u00e7o &#8211; com salada de folhas at\u00e9 quase o fim da viagem. \u00c0 noite, pratos cl\u00e1ssicos e ingredientes de primeira, al\u00e9m de uma respeitosa sele\u00e7\u00e3o de vinhos \u00e0 vontade. Divertido e carism\u00e1tico, o time de gar\u00e7ons filipinos \u00e9 uma atra\u00e7\u00e3o \u00e0 parte.<br \/>\nAli\u00e1s, em uma viagem em que o tempo e a sorte podem influenciar diretamente o resultado, o diferencial humano do servi\u00e7o e do conhecimento se sobressai. Os 18 membros da expedi\u00e7\u00e3o fazem muito mais do que pilotar botes. Cada um na sua especialidade e paix\u00e3o, apresentam elaboradas palestras sobre temas como ornitologia, biologia marinha e geologia. Al\u00e9m disso, t\u00eam um n\u00edvel not\u00e1vel de comprometimento, paci\u00eancia e gentileza.<br \/>\nTalvez essa seja o cerne de uma opera\u00e7\u00e3o complexa que envolve usar botes, desembarcar em seguran\u00e7a e garantir a harmonia entre dezenas de turistas t\u00e3o heterog\u00eaneos. \u00c9 um navio pequeno, \u00e9ramos 81 passageiros a bordo, com idades entre 31 e 89 anos. Havia uma alta concentra\u00e7\u00e3o de viajantes acima dos 60 anos, principalmente americanos, canadenses, chineses e ingleses. Em comum, o interesse em visitar um dos cantos mais exclusivos da Terra e a disposi\u00e7\u00e3o de pagar valores a partir de US$ 16.995, sem passagem a\u00e9rea.<\/p>\n<p><strong>GE\u00d3RGIA DO SUL<\/strong><br \/>\n<em>Explos\u00e3o de vida<\/em><br \/>\nQuando desembarquei do bote sobre o cascalho preto da praia de Salisbury Plain, foi como se tivesse entrado em outra dimens\u00e3o. Como se eu n\u00e3o fosse mais um humano com casac\u00e3o vermelho e c\u00e2mera fotogr\u00e1fica em punho. Por vezes, o sol at\u00e9 aparecia, mas imperava um frio de temperaturas negativas. Uns 10 pinguins-reis logo se aproximaram, curiosos. Mais atr\u00e1s, lobos-marinhos-ant\u00e1rticos e elefantes-marinhos despreocupadamente esparramados. Dif\u00edcil segurar a emo\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA Ge\u00f3rgia do Sul causa esse efeito nas pessoas.. Considerada a mais pulsante das ilhas subant\u00e1rticas, re\u00fane a maior concentra\u00e7\u00e3o de mam\u00edferos e aves do Atl\u00e2ntico Sul. Grandes metr\u00f3poles selvagens, Salisbury Plain e Saint Andrews, as duas maiores col\u00f4nias de pinguins-rei da ilha, concentram cerca de 350 mil indiv\u00edduos. \u201cParece T\u00f3quio\u201d, brincou um dos guias. No mar, \u00e9 comum avistar baleias Fubarte e Franca. Pelos ares, desfilam petr\u00e9is gigantes e albatrozes.<br \/>\n\u201cA vida \u00e9 t\u00e3o ex\u00f3tica e farta que faz Gal\u00e1pagos parecer uma fazendinha para crian\u00e7a\u201d, exagera o engenheiro Sebastian Coulthard, membro da expedi\u00e7\u00e3o e especialista em hist\u00f3ria ant\u00e1rtica. Para al\u00e9m dos bichos, a geografia da ilha, com 2,5 vezes o tamanho da cidade de S\u00e3o Paulo, \u00e9 dram\u00e1tica, repleta de montanhas nevadas de at\u00e9 3 mil metros de altitude, geleiras, fiordes e ba\u00edas. E apenas 8 mil visitantes pisaram ali na \u00faltima temporada.<br \/>\nOutro desembarque ali foi em Gold Harbour, uma enseada compacta, onde quase n\u00e3o descemos em raz\u00e3o da quantidade de elefantes-marinhos ocupando a praia. Pinguins-rei iam e voltavam do mar trazendo alimento para os filhotes, de plumagem marrom. Emoldurando tudo, um dos mais belos glaciares da viagem, que outrora tocava a praia e \u00e9 uma das provas de que as geleiras est\u00e3o retraindo.<br \/>\nNa Ant\u00e1rtida, nem todas as belezas est\u00e3o em terra firme. Ao longo de tr\u00eas horas de navega\u00e7\u00e3o pelos quase 11 quil\u00f4metros de extens\u00e3o do Drygalski Fiorde, era imposs\u00edvel deixar o conv\u00e9s do navio, mesmo com as fortes rajadas de vento castigando os cruzeiristas. Parecia que est\u00e1vamos colados aos blocos, que ca\u00edam aos poucos. Montanhas pontiagudas e nevadas, como as dos Andes ou do Himalaia, brotando do fundo do mar \u00e9 algo surreal.<\/p>\n<p><strong>Passado<\/strong><br \/>\nO capit\u00e3o James Cook aportou na Ge\u00f3rgia do Sul em 1775 e a reclamou como brit\u00e2nica. Depois vieram os ca\u00e7adores de focas e baleeiros ao longo do s\u00e9culo 20. Principalmente noruegueses, receberam licen\u00e7a para abater e processar centenas de milhares de baleias at\u00e9 1965. Por d\u00e9cadas, a ilha foi a maior produtora mundial.<br \/>\nHoje, o foco \u00e9 a preserva\u00e7\u00e3o. Desde o fim da cess\u00e3o do territ\u00f3rio aos noruegueses nos anos 1960, o Reino Unido mant\u00e9m na ilha uma esta\u00e7\u00e3o de pesquisa com cerca de 15 cientistas que se alternam em ciclos de 6 meses a um ano. A base fica em Grytviken, a maior das usinas, e na antiga casa do gerente funciona um museu com a hist\u00f3ria da ilha e bichos empalhados. \u00c9 o \u00fanico momento em que se pode tocar na pele de pinguins e focas e perceber sua textura &#8211; nada de encostar nos animais vivos, a regra \u00e9 clara. Ali h\u00e1 um posto dos correios com cart\u00f5es-postais, al\u00e9m de uma lojinha de souvenirs.<br \/>\nO homem, a lenda. A Ge\u00f3rgia do Sul ficou famosa tamb\u00e9m pela hist\u00f3ria do navegador ingl\u00eas Ernest Shackleton, que em 1914 pretendia cruzar o continente ant\u00e1rtico passando pelo Polo Sul. \u00c0 frente de 27 homens, o capit\u00e3o viu seu navio, o Endurance, ficar preso em uma banquisa e ser esmagado pela press\u00e3o do gelo. A partir dali se consumou, qui\u00e7\u00e1, a mais impressionante hist\u00f3ria de sobreviv\u00eancia da navega\u00e7\u00e3o. Durante dois anos os homens ficaram desaparecidos &#8211; mas todos sa\u00edram com vida.<br \/>\nDepois de sair da Ilha Elefante em uma travessia de 1,5 mil quil\u00f4metros em 16 dias, a bordo de um barco salva-vidas, Shackleton e mais cinco homens chegaram na Ge\u00f3rgia do Sul. Por\u00e9m, do lado sul da ilha, dividida por uma cordilheira e geleiras com enormes fendas. O Shackleton e mais dois homens, fizeram o percurso em 36 horas &#8211; sem mapas.<br \/>\nCaminhamos pelo \u00faltimo trecho dessa aventura, os 6 quil\u00f4metros que ligam as ba\u00edas de Fortuna e Stromness. Foi emocionante alcan\u00e7ar o exato ponto em que os homens avistaram a esta\u00e7\u00e3o baleeira, cujas ru\u00ednas seguem ali. O apito da f\u00e1brica foi a certeza de que estavam a salvo. Era 19 de maio de 1916, mas ao ecoar sua buzina pelo vale 101 anos depois da jornada, o Hebridean Sky nos fez sentir um arrepio extra.<br \/>\nShackleton descansa no pequeno cemit\u00e9rio de Grytviken, onde morreu de enfarte em 1922. \u00c9 tradi\u00e7\u00e3o jogar um pouco de u\u00edsque em sua l\u00e1pide. Ah, e na sa\u00edda, fechar o port\u00e3o para as focas n\u00e3o entrarem.<\/p>\n<figure id=\"attachment_16841\" aria-describedby=\"caption-attachment-16841\" style=\"width: 900px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/28-Ant\u00e1rtida-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-16841 size-full\" src=\"http:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/28-Ant\u00e1rtida-2.jpg\" alt=\"\" width=\"900\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/28-Ant\u00e1rtida-2.jpg 900w, https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/28-Ant\u00e1rtida-2-300x133.jpg 300w, https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/28-Ant\u00e1rtida-2-768x341.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-16841\" class=\"wp-caption-text\">Onipresentes, os pinguins-gentoo desfilam pela praia de Saint Andrews Bay<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>ROTINA ANIMAL<\/strong><br \/>\n<em>1. Para n\u00e3o confundir:<\/em> \u00e9 dif\u00edcil entender as diferen\u00e7as sem v\u00ea-las de perto. O b\u00e1sico: lobos-marinhos t\u00eam orelhas e focas, n\u00e3o. As de Weddell t\u00eam manchas pela barriga e cabe\u00e7a pequena. J\u00e1 as focas-leopardo s\u00e3o um pouco maiores (chegam a quase 4 metros), mais agressivas e t\u00eam o focinho arredondado.<br \/>\n<em>2. Voar, voar:<\/em> a maior parte das aves vistas na viagem n\u00e3o voa (sim, estamos falando dos pinguins). Mas outros p\u00e1ssaros marcam a jornada. O albatroz-real e o albatroz-errante t\u00eam envergadura de at\u00e9 3,50 metros e s\u00e3o as maiores aves do mundo. Os petr\u00e9is-gigantes t\u00eam olhar amea\u00e7ador e comem carni\u00e7a. J\u00e1 o bigu\u00e1-das-shetland exibe uma mancha azul ao redor dos olhos.<br \/>\n<em>3. Rainhas do mar:<\/em> nenhum outro lugar do planeta concentra tantas esp\u00e9cies diferentes de baleia \u2013 os meses de janeiro e fevereiro s\u00e3o os melhores para avist\u00e1-las. Mais numerosas, as Jubarte come\u00e7am a chegar em novembro com filhotes. Com at\u00e9 27 metros e menos rara do que a azul, a baleia-sei \u00e9 a segunda maior do mundo. Orcas s\u00e3o raras, mas podem dar as caras em grupos.<br \/>\n<em>4. O dono do har\u00e9m:<\/em> elefantes-marinhos at\u00e9 toleram outros machos ao redor, desde que n\u00e3o mexam com seu har\u00e9m \u2013 que pode chegar a 50 f\u00eameas. Muito maiores, os machos podem ultrapassar os 6 metros de comprimento e 3 toneladas, enquanto as f\u00eameas n\u00e3o passam dos 3 metros. Passam 80% do tempo no mar e podem mergulhar a profundidades de at\u00e9 1,6 mil metros.<\/p>\n<p><strong>OUTRAS PARADAS<\/strong><br \/>\n<em>Desembarques e cen\u00e1rios inesquec\u00edveis:<\/em> nenhuma operadora consegue prometer com exatid\u00e3o os pontos de visita\u00e7\u00e3o de um Cruzeiro pela Ant\u00e1rtida. O motivo \u00e9 simples: o clima ali muda repentinamente. Com a ajuda de mapas meteorol\u00f3gicos, o chefe da expedi\u00e7\u00e3o planeja para o dia seguinte os pontos de visita\u00e7\u00e3o. A ideia \u00e9 que cada desembarque coloque o visitante em contato com ambientes e animais diferentes dos dias anteriores. Aqui, os lugares mais marcantes por onde passei.<br \/>\n<em>Baily Head, Ilha da Decep\u00e7\u00e3o:<\/em> formada pela erup\u00e7\u00e3o de um vulc\u00e3o inativo, a ilha tem formato de ferradura e \u00e9 uma das mais visitadas pelos Cruzeiros. Mas poucos guias haviam desembarcado nesse ponto, que geralmente tem muitas ondas. Vimos de perto a mais pulsante col\u00f4nia de pinguins-de-barbicha da Pen\u00ednsula Ant\u00e1rtica. Com mais de 150 mil indiv\u00edduos, esta cidade tem enormes vias \u2013 as chamadas \u2018higways de pinguim\u2019 \u2013 por onde enormes grupos v\u00e3o \u00e0 praia se alimentar de krill e trazer pedrinhas para seus ninhos.<br \/>\n<em>Ilhas Falkland (ou Malvinas):<\/em> foi o primeiro desembarque depois da sa\u00edda, dois dias antes, de Puerto Madryn, na Argentina. Port Stanley, a capital, \u00e9 um peda\u00e7o da Inglaterra, com casas em estilo vitoriano, cabines telef\u00f4nicas vermelhas e m\u00e3o inglesa. Durante poucos meses, em 1982, o local ganhou o nome de Puerto Argentino, antes de as tropas inglesas retomarem o controle das 776 ilhas na Guerra das Malvinas, que matou 907 pessoas. Diferentemente dos outros desembarques, ali vivem 3 mil habitantes entre uma grande concentra\u00e7\u00e3o de vida selvagem.<\/p>\n<figure id=\"attachment_16842\" aria-describedby=\"caption-attachment-16842\" style=\"width: 900px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/28-Ant\u00e1rtida-3.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-16842 size-full\" src=\"http:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/28-Ant\u00e1rtida-3.jpg\" alt=\"\" width=\"900\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/28-Ant\u00e1rtida-3.jpg 900w, https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/28-Ant\u00e1rtida-3-300x200.jpg 300w, https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/28-Ant\u00e1rtida-3-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-16842\" class=\"wp-caption-text\">Nenhuma operadora consegue prometer com exatid\u00e3o os pontos de visita\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Embarque em um cruzeiro tur\u00edstico rumo \u00e0 Ant\u00e1rtida texto: Por Felipe Mortara, especial para O Estado | fotos: divulga\u00e7\u00e3o Quase<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":16843,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[6,5],"tags":[3161,145],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16876"}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16876"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16876\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16877,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16876\/revisions\/16877"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16843"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16876"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16876"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16876"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}