{"id":16295,"date":"2017-11-11T07:21:50","date_gmt":"2017-11-11T07:21:50","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/?p=16295"},"modified":"2017-11-10T18:23:20","modified_gmt":"2017-11-10T18:23:20","slug":"pessoas-com-epilepsia-podem-ter-uma-vida-normal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/pessoas-com-epilepsia-podem-ter-uma-vida-normal\/","title":{"rendered":"Pessoas com epilepsia podem ter uma vida normal"},"content":{"rendered":"<p>A epilepsia \u00e9 a doen\u00e7a neurol\u00f3gica mais comum do mundo, acometendo cerca de 50 milh\u00f5es de pessoas, de acordo com Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS). Ainda assim, os pacientes enfrentam diariamente o preconceito, que se origina, principalmente, da desinforma\u00e7\u00e3o por parte da maioria da sociedade.<br \/>\nEduardo Caminada J\u00fanior, um dos grandes nomes na luta pela conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a epilepsia no pa\u00eds, foi diagnosticado aos 3 anos de idade e com o tempo aprendeu a conviver bem com a doen\u00e7a e os estigmas provenientes dela. Atuando como Diretor do Purple Day\u00ae Brasil (Dia Mundial de Conscientiza\u00e7\u00e3o da Epilepsia) e membro da diretoria da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Epilepsia (ABE), ele fala da import\u00e2ncia de dar mais voz a quem passa pela mesma condi\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\u201cComo toda doen\u00e7a, existem sim desafios a serem enfrentados para o tratamento e estabilidade do quadro, mas o preconceito n\u00e3o deveria estar entre eles\u201d, conta o profissional.<br \/>\nEduardo elencou cinco pontos que merecem destaque quando se trata da epilepsia e da falta de conhecimento. Como complemento cl\u00ednico, a Dra. Maria Luiza Manreza, neurologista pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), aponta aspectos importantes.<\/p>\n<figure id=\"attachment_16289\" aria-describedby=\"caption-attachment-16289\" style=\"width: 1969px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/11-Epilepsia.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-16289 size-full\" src=\"http:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/11-Epilepsia.jpg\" alt=\"\" width=\"1969\" height=\"1108\" srcset=\"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/11-Epilepsia.jpg 1969w, https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/11-Epilepsia-300x169.jpg 300w, https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/11-Epilepsia-768x432.jpg 768w, https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/11-Epilepsia-1024x576.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 1969px) 100vw, 1969px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-16289\" class=\"wp-caption-text\">A epilepsia \u00e9 a doen\u00e7a neurol\u00f3gica mais comum do mundo, acometendo cerca de 50 milh\u00f5es de pessoas<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Cinco coisas que uma pessoa com epilepsia gostaria que voc\u00ea soubesse<\/strong><\/p>\n<p><strong>1N\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a transmiss\u00edvel<\/strong> \u2013 \u201c\u00c9 comum que as pessoas especulem a transmiss\u00e3o pela saliva, por exemplo, que \u00e9 produzida em excesso durante uma crise t\u00f4nico-cl\u00f4nica generalizada, aquela na qual a pessoa pode perder a consci\u00eancia e cair. No entanto, trata-se de uma doen\u00e7a neurol\u00f3gica, que n\u00e3o \u00e9 transmitida pelo contato\u201d, explica Dra. Maria Luiza.<\/p>\n<p><strong>2A epilepsia n\u00e3o afeta a cogni\u00e7\u00e3o<\/strong> \u2013 Essa n\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a mental, mas neurol\u00f3gica, que n\u00e3o impede qualquer faculdade mental.<\/p>\n<p><strong>3Existem diferentes manifesta\u00e7\u00f5es da doen\u00e7a, al\u00e9m da convuls\u00e3o<\/strong> \u2013 A epilepsia se manifesta de formas distintas em cada paciente. \u201cAlguns exemplos s\u00e3o as crises de aus\u00eancia, caracterizada por um \u2018desligamento\u2019, em que o paciente fica com o olhar fixo e perde o contato com o meio por alguns segundos, voltando depois como se nada tivesse ocorrido, e as crises focais, quando comprometem \u00e1reas mais restritas do c\u00e9rebro\u201d, diz a especialista.<\/p>\n<p><strong>4N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel engolir a pr\u00f3pria l\u00edngua<\/strong> \u2013 \u201cEssa \u00e9 uma das constata\u00e7\u00f5es que mais escuto\u201d, conta Eduardo. Biologicamente, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel engasgar com a pr\u00f3pria l\u00edngua, o que n\u00e3o deve ser uma preocupa\u00e7\u00e3o frente a uma convuls\u00e3o. No entanto, \u00e9 poss\u00edvel engasgar com a saliva, por exemplo, e por isso \u00e9 necess\u00e1rio virar o paciente de lado, afastar objetos e esperar a crise passar.<\/p>\n<p><strong>5Eu posso viver uma vida normal!<\/strong> \u2013 Pessoas com epilepsia podem e devem ter uma vida normal. \u201cExistem tratamentos diversos para a epilepsia, atrav\u00e9s de f\u00e1rmacos, dietas e at\u00e9 mesmo cirurgias, que estabilizam a doen\u00e7a e evitam crises\u201d, pontua Dra. Maria Luiza. \u201cSigo uma vida normal, tenho uma filha saud\u00e1vel, trabalho e sou feliz, mas isso s\u00f3 aconteceu depois de um processo longo e necess\u00e1rio de compreens\u00e3o da minha doen\u00e7a, que envolveu falar sobre ela tamb\u00e9m\u201d, finaliza Eduardo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A epilepsia \u00e9 a doen\u00e7a neurol\u00f3gica mais comum do mundo, acometendo cerca de 50 milh\u00f5es de pessoas, de acordo com<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":16289,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2882,5],"tags":[3045],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16295"}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16295"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16295\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16296,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16295\/revisions\/16296"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16289"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16295"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16295"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16295"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}