{"id":11584,"date":"2017-02-04T05:22:15","date_gmt":"2017-02-04T05:22:15","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/?p=11584"},"modified":"2017-02-03T13:23:50","modified_gmt":"2017-02-03T13:23:50","slug":"biochips-abrem-nova-fronteira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/biochips-abrem-nova-fronteira\/","title":{"rendered":"Biochips abrem nova fronteira"},"content":{"rendered":"<h3>Dispositivo precisa evoluir para ser \u00fatil e popular<\/h3>\n<figure id=\"attachment_11585\" aria-describedby=\"caption-attachment-11585\" style=\"width: 900px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/30-Biochip.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-11585\" src=\"http:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/30-Biochip.jpg\" alt=\"texto: Por Bruno Capelas\/ae | fotos: divulga\u00e7\u00e3o\" width=\"900\" height=\"506\" srcset=\"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/30-Biochip.jpg 900w, https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/30-Biochip-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-11585\" class=\"wp-caption-text\">texto: Por Bruno Capelas\/ae | fotos: divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>Acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o da tecnologia nas \u00faltimas d\u00e9cadas \u00e9 perceber que, com o tempo, os dispositivos est\u00e3o cada vez menores e mais pr\u00f3ximos de n\u00f3s. Se h\u00e1 d\u00e9cadas os computadores eram enormes e distantes, hoje \u00e9 dif\u00edcil pensar em um dia inteiro longe de um smart-<br \/>\nphone &#8211; isso para n\u00e3o falar em rel\u00f3gios inteligentes. Quem pensa, por\u00e9m, que o Apple Watch e similares s\u00e3o a fronteira final est\u00e1 bem enganado: o pr\u00f3ximo passo s\u00e3o os biochips, dispositivos que podem ser \u2018instalados\u2019 dentro do corpo humano.<br \/>\nNormalmente colocados sob a pele, no espa\u00e7o entre o polegar e o indicador da m\u00e3o, os tipos mais comuns de biochips t\u00eam o tamanho de um gr\u00e3o de arroz, em formato de c\u00e1psula &#8211; feita com vidro biodegrad\u00e1vel para evitar rejei\u00e7\u00e3o. Nos Estados Unidos, o pre\u00e7o costuma variar entre US$ 30 e US$ 80, dependendo da tecnologia de comunica\u00e7\u00e3o utilizada.<br \/>\nEntre as possibilidades, est\u00e3o a tradicional radiofrequ\u00eancia ou o mais moderno NFC &#8211; apelido para comunica\u00e7\u00e3o de campo pr\u00f3ximo, protocolo usado por sistemas de pagamento m\u00f3vel, como Apple Pay,<br \/>\nou pelo cart\u00e3o de transporte Bilhete \u00danico, de S\u00e3o Paulo. Os modelos com NFC s\u00e3o considerados passivos &#8211; n\u00e3o precisam de energia para funcionar e s\u00f3 transmitem dados quando expostos a um leitor habilitado, como um smartphone.<br \/>\nColocar chips dentro do corpo humano n\u00e3o \u00e9 uma ideia exatamente nova: equipamentos m\u00e9dicos como marca-passo, por exemplo, j\u00e1 existem h\u00e1 pelo menos tr\u00eas d\u00e9cadas. No caso do implante coclear, utilizado em tratamentos de defici\u00eancia auditiva, um chip inserido no ouvido interno decodifica sons captados por um microfone e os transforma em impulsos el\u00e9tricos, que possam ser identificados pelo nervo auditivo. \u201cA tecnologia vem evoluindo, no software e no hardware. Atualmente, mais de 700 mil pessoas s\u00e3o implantadas no mundo\u201d, diz o professor Ricardo Bento, da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Substituto<br \/>\nO implante de biochip \u00e9 um procedimento simples. \u201c\u00c9 como colocar um piercing\u201d, diz a artista pl\u00e1stica Lina Lopes, que h\u00e1 dois meses leva consigo um chip de NFC em sua m\u00e3o esquerda, alinhado ao seu dedo indicador. \u201cO chip vem dentro de uma agulha de 2 mil\u00edmetros, como a que \u00e9 usada para doar sangue. \u00c9 preciso esterilizar a \u00e1rea e colocar a agulha\u201d, explica Lina, que implantou o chip da marca brasileira Project Company, de Maring\u00e1 (PR). H\u00e1 risco de infec\u00e7\u00e3o, mas segundo profissionais ouvidos pelo jornal \u2018O Estado de S. Paulo\u2019 , colocar um chip traz menos riscos do que um piercing.<br \/>\nA principal fun\u00e7\u00e3o do dispositivo de Lina hoje \u00e9 divulgar seu trabalho: ao passar sua m\u00e3o perto de um smart-<br \/>\nphone com NFC, o chip envia um comando para abrir o perfil da artista pl\u00e1stica no Instagram. Lina se diverte ao ser chamada de ciborgue por ter um eletr\u00f4nico na m\u00e3o. \u201c\u00c9 uma tecnologia t\u00e3o simples que est\u00e1 mais para uma lata de Pomarola\u201d, brinca.<br \/>\nProjetado no Brasil e fabricado por parceiros da Project Company, o chip utilizado por Lina \u00e9 vendido por R$ 300. \u201cEstamos montando uma rede de est\u00fadios de piercing para ajudar nossos clientes\u201d, explica Antonio Diamin, s\u00f3cio da startup, que come\u00e7ou a vender biochips no in\u00edcio de 2016. At\u00e9 agora, a empresa vendeu cerca de cem chips.<br \/>\nA ideia surgiu depois que a Project Company come\u00e7ou a fabricar an\u00e9is e pulseiras com chips habilitados para usar o NFC &#8211; dedicada a pesquisar novas tecnologias, a loja da empresa tamb\u00e9m tem uma r\u00e9plica do skate voador do filme De Volta Para o Futuro e uma fechadura eletr\u00f4nica da Samsung, que pode ser colocada para abrir portas com o biochip NFC fazendo as vezes de chave.<br \/>\nAl\u00e9m de vender o chip, a Project Company tamb\u00e9m organiza eventos para divulgar a tecnologia: s\u00e3o as chamadas \u201cImplant Parties\u201d (festas do implante). A pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o, prevista para fevereiro, em S\u00e3o Paulo, tem ingresso a R$ 200. \u201cCom o ingresso, voc\u00ea tem direito ao implante de um chip. Subsidiamos o pre\u00e7o para divulgar a tecnologia, para que a galera queira ir na festa mesmo\u201d, conta Diamin. \u201cDepois do implante, voc\u00ea j\u00e1 pode sair usando o chip se quiser\u201d, diz o empres\u00e1rio, que tem dois chips &#8211; um em cada m\u00e3o, para abrir as portas de sua casa e de seu carro. \u201cEu fiz o implante em mim mesmo, mas isso eu n\u00e3o recomendo\u201d, diz.<br \/>\nHoje, os biochips s\u00e3o um \u00f3timo dispositivo para quem odeia carregar chaves no bolso &#8211; mas n\u00e3o muito al\u00e9m disso. \u201cPosso abrir a porta de casa e do meu carro com os biochips que tenho nas m\u00e3os\u201d, diz Raphael Bastos, o primeiro brasileiro a implantar um chip.<br \/>\nEngenheiro, Bastos leva um biochip em cada uma das m\u00e3os desde 2013. \u201cHoje, carrego uma carteira de bit-<br \/>\ncoins dentro da minha m\u00e3o. No meu notebook, o bloqueio de tela e as redes sociais s\u00f3 ficam dispon\u00edveis com o chip por perto\u201d, diz, como quem descreve as fun\u00e7\u00f5es de um canivete su\u00ed\u00e7o.<br \/>\nNo entanto, o rapaz sabe que a tecnologia ainda tem potencial limitado &#8211; especialmente pelo fato de n\u00e3o ter bateria pr\u00f3pria, o que limita fun\u00e7\u00f5es como servi\u00e7os de localiza\u00e7\u00e3o ou conectividade direta com a internet. \u201cQuando essas quest\u00f5es forem superadas, vamos viver como em Matrix\u201d, imagina ele.<br \/>\nPara Amal Graafstra, dono da empresa norte-americana de biochips Dangerous Things &#8211; que projetou os dispositivos usados por Bastos -, a tecnologia ainda tem um longo caminho pela frente. Para ele, ser\u00e1 preciso que setores mais tradicionais concordem com sua utiliza\u00e7\u00e3o para que os biochips possam ganhar escala. \u201cPor exemplo: a tecnologia do sistema de pagamentos m\u00f3veis j\u00e1 existe, mas empresas como bandeiras de cr\u00e9dito e bancos precisam dar autoriza\u00e7\u00e3o para os biochips.\u201d<br \/>\nPara os entusiastas, a tecnologia vai demorar para se popularizar. \u201cN\u00e3o vejo muitas pessoas sendo implantadas a curto prazo\u201d, diz Graafstra. Assim como ocorreu com o celular, por exemplo, \u00e9 preciso que o biochip agregue novos recursos. \u201cO celular de antigamente n\u00e3o tinha GPS, n\u00e3o tinha tela sens\u00edvel ao toque e era preciso usar cabo para tudo. Os biochips v\u00e3o passar por uma evolu\u00e7\u00e3o parecida em 30 ou 40 anos\u201d, aposta Bastos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dispositivo precisa evoluir para ser \u00fatil e popular Acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o da tecnologia nas \u00faltimas d\u00e9cadas \u00e9 perceber que, com<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":11585,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[298],"tags":[2400,2401],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11584"}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11584"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11584\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11586,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11584\/revisions\/11586"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11585"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11584"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11584"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalnovametropole.com.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11584"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}